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Procuram-se Líderes

06/2011 - Categoria(s): Carreira + Liderança

Gerenciar é fazer direito as coisas; liderar é fazer as coisas certas. (Peter Drucker)

Escândalos de corrupção no Brasil costumam evidenciar fatos negativos sobre nossa cultura e também sobre nossa forma de interagir como seres humanos, mas há um aspecto não tão explícito que é refletido em todas as gerações concorrentes atuais: não temos líderes. Há tempos vivemos sem a figura de uma pessoa que se admira, que se respeita e que é capaz de nos direcionar.

Um líder não é um ídolo nem uma adoração. É alguém, um ser humano, vivo e atuante, que nos motiva e nos influencia.

Não somos fãs de um líder. Nós o temos como exemplo de postura, moral e atitude. Somos inspiramos por suas ações e aprendemos com elas.

Não há, hoje, nenhuma figura política que possa ser considerado um líder. E assim também tem sido no meio profissional.

Recentemente perguntei a vários amigos se admiravam o seu superior imediato. Admiração é uma das características da liderança; é uma faceta da empatia e do respeito. Se você não admira o que seu chefe faz, dificilmente você o verá como um líder.

A resposta dos meus amigos questionados foi, na totalidade, um simples não.

Temos vários chefes ao longo da nossa trajetória profissional, mas poucos líderes. O que diferencia um chefe de um líder está na postura com seus subordinados, na maneira de ser correto e ser justo, na forma como consideram importante indicar desvios de conduta àqueles que estão construindo sua vida profissional, na colocação firme e inteligente ante os problemas do dia-a-dia do trabalho.

Estes sabem ser espertos quando necessário. Sabem ser humildes quando necessário. Sabem ser autoritários quando necessário. Sabem da importância do equilíbrio.

Tem postura, moral e atitudes coerentes que motivam a ouvir o que há para ser dito, não somente pela sua posição hierárquica. Favorecem o questionamento e promovem a coletividade.

Com um líder há um motivo, uma razão – e não o simples e grosseiro “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Até horas extras são absorvidas de forma diferente quando se é liderado.

Voltando à política: movimentos de revolta partem, em sua maioria, de estudantes, força sindical ou alguma outra minoria com pouco poder de influência social. Dificilmente há alguma liderança política envolvida. Não vemos um deputado ou senador servindo de exemplo e motivando uma mobilização social organizada e efetiva ou engajado em querer conclusões e conseqüências.

Estamos carentes de exemplos, de seres humanos com capacidade de direcionar e motivar com sua postura e não somente por palestras, palanques e discursos.

Enfim, procuram-se líderes.

Texto publicado também no Webinsider.

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