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	<title>Giovanni Giazzon.net</title>
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	<description>scientia potentia est</description>
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		<title>Facebook: 1 bilhão de consumidores, 1 bilhão de críticos</title>
		<link>http://giazzon.net/2012/03/facebook/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 20:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[Nunca antes na história da Internet uma plataforma social tinha chegado perto da marca de 1 bilhão de usuários. 1 bilhão. 1/7 do total de habitantes do planeta. A tendência de que cada usuário web tenha uma conta no Facebook é real. E isto é fantástico. É (r)evolucionário. Mas o Facebook tem suas falhas, e as principais estão relacionadas à privacidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nunca antes na história da Internet uma plataforma social tinha chegado perto da marca de 1 bilhão de usuários. 1 bilhão. 1/7 do total de habitantes do planeta. A tendência de que cada usuário web tenha uma conta no Facebook é real. E isto é fantástico. É (r)evolucionário. Mas o Facebook tem suas falhas, e as principais estão relacionadas à privacidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma rede social tem por objetivo crú o agrupamento de ideias e opiniões em torno de algo comum, seja uma amizade, uma marca ou um evento. Para as empresas, é uma excelente plataforma de divulgação, teste de aceitação e geração de buzz (barulho). Há seus riscos, claro. Para um cidadão qualquer&#8230; bem, não há regra. A utilização da plataforma no nível pessoal vai de acordo com o perfil do usuário. Uma plataforma que se propõe a abranger todo mundo (literalmente) deve ser igualmente flexível; deve permitir ao usuário definir como quer utilizá-la. E este é o maior risco ao sucesso do Facebook. Ser flexível demais é permitir que algumas de suas funcionalidades chave não sejam utilizadas. Ser engessado significa perder o charme e a imagem de inovador, significa trilhar o mesmo caminho (de derrota) do Orkut, perdendo usuários a algum concorrente com energia nova e, consequentemente, perdendo receita com propaganda.</p>
<p style="text-align: justify;">O que não transparece com tamanho crescimento é a criação de uma plataforma de comunicação multi-uso de proporções absurdas. É a possibilidade do Facebook centralizar não somente aspectos de rede social e promoção de marca. A partir do momento que temos um ponto de encontro comum na rede, este ponto de encontro passa a centralizar toda a experiência com a web. E é isto que está aterrorizando o Google. Se sua identidade está em um lugar, você tenderá a interagir neste lugar. Para o que quer que seja. É a identidade que você criou e confia. É onde você quer que sua base de conhecimento virtual esteja. É mais prático, é mais confiável. E a partir deste ponto, tudo o que o Facebook fizer será mais confiável.</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo atual irá mudar. O mural irá mudar. A forma de interação irá mudar. E tudo para melhor. O maior concorrente do Facebook, hoje, é ele mesmo. A sua maior ameaça, hoje, é ele mesmo. 1 bilhão de consumidores, 1 bilhão de críticos.</p>
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		<title>Procuram-se Líderes</title>
		<link>http://giazzon.net/2011/06/procuram-se-lideres-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 13:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>
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		<description><![CDATA[Escândalos de corrupção no Brasil costumam evidenciar fatos negativos sobre nossa cultura e também sobre nossa forma de interagir como seres humanos, mas há um aspecto não tão explícito que é refletido em todas as gerações concorrentes atuais: não temos líderes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Gerenciar é fazer direito as coisas; liderar é fazer as coisas certas. (Peter Drucker)</p></blockquote>
<p>Escândalos de corrupção no Brasil costumam evidenciar fatos negativos sobre nossa cultura e também sobre nossa forma de interagir como seres humanos, mas há um aspecto não tão explícito que é refletido em todas as gerações concorrentes atuais: não temos líderes. Há tempos vivemos sem a figura de uma pessoa que se admira, que se respeita e que é capaz de nos direcionar.</p>
<p>Um líder não é um ídolo nem uma adoração. É alguém, um ser humano, vivo e atuante, que nos motiva e nos influencia.</p>
<p>Não somos fãs de um líder. Nós o temos como exemplo de postura, moral e atitude. Somos inspiramos por suas ações e aprendemos com elas.</p>
<p>Não há, hoje, nenhuma figura política que possa ser considerado um líder. E assim também tem sido no meio profissional.</p>
<p>Recentemente perguntei a vários amigos se admiravam o seu superior imediato. Admiração é uma das características da liderança; é uma faceta da empatia e do respeito. Se você não admira o que seu chefe faz, dificilmente você o verá como um líder.</p>
<p>A resposta dos meus amigos questionados foi, na totalidade, um simples não.</p>
<p>Temos vários chefes ao longo da nossa trajetória profissional, mas poucos líderes. O que diferencia um chefe de um líder está na postura com seus subordinados, na maneira de ser correto e ser justo, na forma como consideram importante indicar desvios de conduta àqueles que estão construindo sua vida profissional, na colocação firme e inteligente ante os problemas do dia-a-dia do trabalho.</p>
<p>Estes sabem ser espertos quando necessário. Sabem ser humildes quando necessário. Sabem ser autoritários quando necessário. Sabem da importância do equilíbrio.</p>
<p>Tem postura, moral e atitudes coerentes que motivam a ouvir o que há para ser dito, não somente pela sua posição hierárquica. Favorecem o questionamento e promovem a coletividade.</p>
<p>Com um líder há um motivo, uma razão – e não o simples e grosseiro “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Até horas extras são absorvidas de forma diferente quando se é liderado.</p>
<p>Voltando à política: movimentos de revolta partem, em sua maioria, de estudantes, força sindical ou alguma outra minoria com pouco poder de influência social. Dificilmente há alguma liderança política envolvida. Não vemos um deputado ou senador servindo de exemplo e motivando uma mobilização social organizada e efetiva ou engajado em querer conclusões e conseqüências.</p>
<p>Estamos carentes de exemplos, de seres humanos com capacidade de direcionar e motivar com sua postura e não somente por palestras, palanques e discursos.</p>
<p>Enfim, procuram-se líderes.</p>
<p><em>Texto publicado também no <a href="http://webinsider.uol.com.br/2011/05/29/a-falta-que-o-lider-faz-na-politica-e-na-empresa/" target="_blank">Webinsider</a>.</em></p>
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		<title>Sem tesão não dá</title>
		<link>http://giazzon.net/2010/11/sem-tesao-nao-da/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 17:28:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
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		<description><![CDATA[Existe uma geração inteiramente diferente no mercado e que requer uma atualização na postura dos gestores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como disse o pichador de um cemitério em São Paulo que inspirou o psiquiatra Roberto Freire a escrever seu livro: sem tesão não há solução. A tão referenciada geração Y (nascidos entre o final da década de 70 e início dos anos 80) sabe o que é isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Maslow" rel="externo" target="_blank">Maslow</a> delineou as necessidades fundamentais, mas o ser humano, em sua constante evolução, não é estático. Não basta mais atender somente as necessidades básicas (biológicas e de segurança), afetivas e de realização. Há uma geração de profissionais que busca o tesão, busca um sentimento de paixão profissional que se sobressai ao salário e à segurança profissional.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Freire_(psiquiatra)" rel="externo" target="_blank">Roberto Freire</a> sabiamente explica o sentido da palavra neste contexto: trata-se de um interesse que não é apenas mental, existencial, mas também corporal e sensorial. Ou seja, é um interesse motivador que causa êxtase pela importância individual. E este sentimento é tão poderoso que muitas vezes se sobressai aos delineados por Maslow.</p>
<p style="text-align: justify;">Trabalhar por vontade própria na reconstrução do Iraque, em uma missão de paz no Afeganistão ou no socorro às vitimas do Haiti requer uma dose considerável de tesão (claro, desconte quem faz qualquer coisa por dinheiro). Menos exagerado, considere o seu amigo que largou a multinacional para empreender.</p>
<p style="text-align: justify;">São comuns as histórias de abandono de carreira promissora (do ponto de vista hierárquico) de profissionais que <a href="http://officinadocoach.blogspot.com/2010/02/geracao-y-profissional-tem-plano-de.html" rel="externo" target="_blank">trocam salário por motivação</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Na década de 80 e início dos anos 90, sair de uma empresa com menos de dois anos de trabalho era visto com péssimos olhos. Esta geração Y aprendeu a correr riscos. Teve a ajuda, claro, da globalização, da abertura de mercado e do crescimento vertiginoso da indústria de bens e serviços, que proporcionaram mais opções e facilitaram o crescimento da postura de assumir o risco da mudança. Mesmo assim, há o mérito.</p>
<p style="text-align: justify;">Seth Godin é o autor de um excelente livro que muito enaltece a postura de quem tem tesão em <a href="http://www.amazon.com/Linchpin-Are-Indispensable-Seth-Godin/dp/1591843162" rel="externo" target="_blank">Linchpin: Are you indispensable?</a>. Reflete a mudança da postura profissional de quem quer ser visto como referência, peça chave (linchpin). Para se destacar é necessário fazer bem feito, e nada melhor para motivar a fazer bem feito do que ter tesão pelo que se faz, diferente de fazer somente pela responsabilidade e/ou o salário ao final do mês.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma geração inteiramente diferente no mercado e que requer uma atualização na postura dos gestores. Salário por si só já não é suficiente. Dê-lhes desafios e algo em que acreditar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo também disponível no <a href="http://webinsider.uol.com.br/2010/10/27/sem-tesao-nao-da-a-nova-postura-profissional/">Webinsider</a>.</em></p>
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		<title>O profissional de Gerenciamento de Projetos</title>
		<link>http://giazzon.net/2010/06/o-profissional-de-gerenciamento-de-projetos/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 21:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
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		<description><![CDATA[Por se tratar, hoje, de uma função mais que uma profissão, o Gerente de Projeto é interpretado de diversas formas. E esta diversidade de conceitos sobre o profissional também é refletido nos diferentes perfis em atuação no mercado. Apesar das habilidades técnicas estarem em processo de senso comum por organizações como o Project Management Institute – PMI, não há um foco ou tampouco um consenso sobre as habilidades comportamentais.

O objetivo deste artigo é delinear o Gerente de Projeto como profissional, marcando um ponto comum sobre as definições Especialista e Generalista e consolidar as habilidades comportamentais que mais o influencia. É um trabalho inicial e sem cunho científico, uma motivação por constatar a falta de uma visão comum sobre o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;">A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles.<br />
<em>Albert Einstein</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Por se tratar, hoje, de uma função mais que uma profissão, o Gerente de Projeto é interpretado de diversas formas. E esta diversidade de conceitos sobre o profissional também é refletido nos diferentes perfis em atuação no mercado. Apesar das habilidades técnicas estarem em processo de senso comum por organizações como o <a href="http://www.pmi.org.br" target="_blank">Project Management Institute – PMI</a>, não há um foco ou tampouco um consenso sobre as habilidades comportamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo deste artigo é delinear o Gerente de Projeto como profissional, marcando um ponto comum sobre as definições Especialista e Generalista e consolidar as habilidades comportamentais que mais o influencia. É um trabalho inicial e sem cunho científico, uma motivação por constatar a falta de uma visão comum sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nota do autor: Durante a construção deste artigo, o profissional <a href="http://www.ricardo-vargas.com/" target="_blank">Ricardo Vargas</a> publicou um videocast sobre o mesmo tema, intitulado “O perfil profissional do Gerente de Projeto”. É uma visão sucinta mas bastante próxima do que é discutido aqui. O vídeo está disponível em: <a href="http://www.youtube.com/v/Pa4pFoMadrE&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;autoplay=1" rel="shadowbox[sbpost-217];player=swf;width=640;height=385;" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=Pa4pFoMadrE</a>.</em></p>
<h3 style="text-align: justify;">1. Quem é o Gerente de Projeto?</h3>
<p style="text-align: justify;">No início de um treinamento em Gerenciamento de Projetos eu costumo dizer: É algo que você já faz há muito tempo; somos todos Gerentes de Projeto por natureza. Não é uma ciência nova, mas comum e do dia-a-dia. É planejar, executar e controlar algo que será encerrado. Fazer acontecer o que quer que seja.</p>
<p style="text-align: justify;">E o profissional em Gerenciamento de Projetos é um especialista em fazer acontecer. Ele otimiza o que é de conhecimento comum e aplica, de forma coerente, o que há de melhor em técnicas e ferramentas para a condução de um empreendimento. A sua função é viabilizar a transformação de um plano em realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A organização delega ao Gerente de Projeto a responsabilidade de fazer acontecer. Cabe a ele garantir que o empreendimento será concluído. Independentemente da estrutura organizacional, da autonomia que lhe é concedida, enfim, de qualquer aspecto do ambiente onde o projeto será executado, a responsabilidade é do Gerente de Projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">É sobre esta responsabilidade que serão aplicadas as técnicas corretas, os conhecimentos corretos. Não há receita de bolo. Da mesma forma que todo projeto é único, assim é a sua execução.</p>
<h3 style="text-align: justify;">2. Generalista ou Especialista?</h3>
<p style="text-align: justify;">Há um debate constante na comunidade de Gerenciamento de Projetos sobre o Gerente de Projeto ser especialista ou generalista. Especialista é o profissional que tem, em sua maioria, formação, conhecimento e experiência técnica na área de atuação do projeto. Gerir o mesmo é uma designação. O generalista detém um vasto conhecimento em Gerenciamento de Projetos e é multi-disciplinar: atua em qualquer área. Seu foco é fazer acontecer, o que quer que seja.</p>
<p style="text-align: justify;">O conhecimento em Gerenciamento de Projetos é universal. As práticas, técnicas e ferramentas que visam garantir o sucesso da sua conclusão podem ser empregadas independentemente da área de atuação do projeto. O mesmo se aplica às habilidades essenciais de um Gerente de Projeto (ver item 3).</p>
<p style="text-align: justify;">A decisão de designar um Gerente de Projeto especialista ou generalista deve levar em consideração não o projeto em si, mas a estrutura colaborativa onde este será executado. Se a empresa dispõe de um corpo funcional onde os aspectos técnicos podem ser definidos por profissionais dedicados, e se esta mesma estrutura estiver disponível ao Gerente de Projeto, a designação de um generalista é um trunfo para que o seu foco seja a realização do projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, uma empresa de telecomunicações possui áreas específicas para definição das necessidades de comunicação de dados, marketing e comunicação, financeiro e controladoria, tecnologia da informação, relacionamento com o cliente, jurídico, etc. O desenvolvimento de um novo produto irá envolver todas as áreas da organização. A designação de um Gerente de Projeto generalista contribui para que haja um gerenciamento intra-departamental, ou seja, promovendo e consolidando a participação de todas as áreas.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo pode ser aplicado em uma Fábrica de Software onde existem perfis colaborativos específicos e dedicados a cada etapa de um projeto de software: Análise de Requisitos, Prototipação, Projeto, Arquitetura, UI, Codificação, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Nestas condições, um Gerente de Projeto generalista pode executar tanto um projeto de telecomunicações quanto de software. Seu foco é fazer acontecer o empreendimento. A definição do produto ou serviço que será gerado é uma etapa do projeto, assim como a sua construção e lançamento.</p>
<p style="text-align: justify;">O Gerente de Projeto especialista é designado em ambientes onde decisões técnicas fazem parte da sua competência. Não há ao seu dispor uma equipe ou estrutura que permita o seu foco somente no projeto, e este deve, também, participar efetivamente em questões relacionadas ao produto ou serviço que será entregue. O seu conhecimento em Gerenciamento de Projetos não é, necessariamente, limitado ou reduzido, mas a condução do projeto é naturalmente tendenciada/direcionada segundo a sua experiência exclusiva na área de atuação.</p>
<p style="text-align: justify;">O aspecto importante deste debate é garantir que ambos sejam profissionais em Gerenciamento de Projetos. É deter os conhecimentos e habilidades que promovam o sucesso do projeto.</p>
<h3 style="text-align: justify;">3. Habilidades técnicas e comportamentais</h3>
<p style="text-align: justify;">Conforme o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, hábil é &#8220;quem tem a mestria de uma ou várias artes ou um conhecimento profundo, técnico e prático de uma ou várias disciplinas&#8221;. O profissional de Gerenciamento de Projetos deve ser hábil em aspectos críticos que envolvem a condução de um empreendimento. As habilidades que compõe o seu perfil são a sua formação e definirão o leque de ações que o Gerente de Projeto aplicará ao longo da execução do projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">O Gerente de Projeto possui habilidades técnicas e comportamentais. As primeiras são aplicadas de acordo com a complexidade do projeto e a metodologia da organização. Não existe um conjunto básico nem tampouco uma obrigatoriedade. Cabe ao Gerente de Projeto decidir qual utilizar.</p>
<p style="text-align: justify;">As habilidades comportamentais, por sua vez, são exigidas em qualquer tipo de projeto. A variação da intensidade também depende de fatores como complexidade, tamanho e tipo de organização, mas sempre serão necessárias. São características inerentes a qualquer empreendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo aqui é listá-las em ordem crescente de influência e descrevê-las de forma sucinta. Há uma literatura vasta na Internet para um maior aprofundamento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://giazzon.net/wp-content/uploads/2010/06/Perfis.jpg" rel="shadowbox[sbpost-217];player=img;" rel="lightbox[217]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-222" title="Habilidades comportamentais" src="http://giazzon.net/wp-content/uploads/2010/06/Perfis-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Figura 1- Representação da influência das habilidades comportamentais do Gerente de Projeto</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Negociação, Resolução de Conflito &amp; Tomada de Decisão (N, RC &amp; TD)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Seja para influenciar um direcionamento ou consensualizar uma divergência, negociações estão presentes durante todo o ciclo de vida do projeto, envolvendo uma resolução de conflito (o motivo) e finalizando com uma tomada de decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">De modo geral, rodadas de comunicação com equipe, stakeholders e fornecedores envolvem algum tipo de negociação, resolução de conflito e tomada de decisão. Um profissional sem estas habilidades pode não resolver situações que precedem algum desvio ou problema, impactando no sucesso do projeto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antecipação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em uma corrida de Fórmula 1, os carros são constantemente monitorados e as informações analisadas à procura de algum indício de mal funcionamento, o que poderia ser um risco para a principal entrega naquela etapa: terminar a prova na primeira colocação.</p>
<p style="text-align: justify;">Gerenciar riscos é tratar questões não concretas antes que estas se transformem em problemas. Evitar que algo desconhecido cause algum desvio é essencial para garantir o sucesso do projeto. Antecipação é uma habilidade chave em Gerenciamento de Projetos. Procurar antecipar é se preocupar em não ser surpreendido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Comunicação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Garantir que a informação correta chegue ao receptor correto. Muitos problemas em projetos ocorrem por interpretações equivocadas ou por informações repassadas de forma incompleta. Cabe ao Gerente de Projeto garantir a fluidez e transparência das comunicações. Este deve ser, ao mesmo tempo, o porta voz, mestre de cerimônia e o principal interlocutor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pró-atividade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma postura fortemente reativa inviabiliza qualquer gestão de risco. A prioridade do Gerente de Projeto não deve ser resolver problemas, mas evitá-los primeiramente. A postura pró-ativa é um combustível para a antecipação. É um perfil admirado em qualquer profissional e que demonstra responsabilidade e comprometimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Liderança</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ter para si a responsabilidade em fazer acontecer, motivando os envolvidos através da sua empatia mais do que sua autoridade. Liderança não é hierárquico e ser líder não é ser chefe, é ser um ponto de referência para resolução de conflitos, tomadas de decisão, negociação, reporte de problemas e busca de soluções. Liderança está sempre relacionado a pessoas, é um aspecto humano extremamente positivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ética</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não exatamente uma habilidade, mas uma característica e pré-disposição profissional, Ética é o atributo mais influente de um Gerente de Projeto. Grande parte das suas ações e reações são baseadas e tendenciadas conforme o que ele acredita ser aplicável à situação, organização, mercado ou mesmo país. Postura, comunicação, capacidade de enfrentar situações críticas, tomadas de decisão e liderança serão diferenciadas conforme os valores profissionais do Gerente de Projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">No artigo <a href="http://giazzon.net/2010/02/a-etica-o-gerente-de-projeto-e-a-corrupcao/" target="_blank">“A Ética, o Gerenciamento de Projetos e a Corrupção”</a>,  defendi que Ética seja considerada uma área de conhecimento do PMBOK. É um assunto complexo, polêmico, mas essencial.</p>
<h3 style="text-align: justify;">4. Próximos passos</h3>
<p style="text-align: justify;">Cabe à comunidade e ao mercado construir o consenso do perfil do Gerente de Projeto. É a visão do profissional sobressaindo a visão da função, uma profissionalização evolutiva de algo que sempre existiu e que talvez não tenha tomado forma até então.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe, hoje, um foco maior em habilidades técnicas em detrimento das habilidades comportamentais, sendo que esta última tem uma abrangência maior na condução de um empreendimento. Não se trata, portanto, de importância, mas da necessidade de equilíbrio.</p>
<p style="text-align: justify;">No longo prazo, a discussão tende a fortalecer o papel-chave do Gerente de Projeto, promovendo e exigindo habilidades comportamentais, com foco naquilo que ele se dispõe primariamente: fazer acontecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo também disponível no <a href="http://webinsider.uol.com.br/2010/06/17/o-perfil-profissional-do-gerente-de-projetos/">Webinsider</a>.</em></p>
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		<title>A ética, o Gerente de Projeto e a corrupção</title>
		<link>http://giazzon.net/2010/02/a-etica-o-gerente-de-projeto-e-a-corrupcao/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 19:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O papel de planejador, executor e controlador do Gerente de Projeto integra-se perfeitamente às responsabilidades exigidas dentro de qualquer contrato em termos de uso de recursos e transparência. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: left;"><em>He aha mou mo te kotahi?</em><br />
<em>O que somente um pode fazer?</em><em> </em><em></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Há alguns anos tive a oportunidade de participar de um curso de extensão em Gerenciamento de Projetos na Nova Zelândia, oferecido pela Victoria University of Wellington (<a href="http://ceed.vuw.ac.nz/">http://ceed.vuw.ac.nz</a>). A Nova Zelândia é, atualmente, a primeira colocada no ranking dos países menos corruptos do mundo¹  segundo a organização Transparência Internacional (<a href="http://transparency.org/">http://transparency.org</a>). Este peculiar atributo deste belíssimo país me motivou na escolha do tema para a apresentação que cada aluno faria no último dia de aula: Ética em Gerenciamento de Projetos. O que este assunto poderia interessar a uma turma de experientes profissionais em um país com baixíssimo índice de corrupção, você deve se perguntar. Exatamente. Tratei de um assunto que eles não tinham como muito relevante na carreira de Gerenciamento de Projetos, e expus a condição do Gerente de Projeto no Brasil, país que ocupa, atualmente, a 75ª posição no mesmo ranking¹.</p>
<p style="text-align: justify;">A idéia não foi reforçar uma triste realidade brasileira, mas mostrar que ela existe e que diversidades culturais influenciam a postura de um Gerente de Projeto. Considerando ainda empreendimentos em conjunto ou para o governo (em qualquer esfera: Federal, Estadual ou Municipal), a Ética em Gerenciamento de Projetos se faz fundamental, ao ponto que defendo que esta seja considerada uma área de conhecimento e não apenas regida por um código de conduta, como faz o Project Management Institute – PMI² (<a href="http://www.pmi.org/">http://www.pmi.org</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">O Gerente de Projeto pode atuar como um agente anti-corrupção. O papel de planejador, executor e controlador integra-se perfeitamente às responsabilidades exigidas dentro de qualquer contrato em termos de uso de recursos e transparência. Transportando para o ambiente de recursos públicos, cuja fonte são as receitas com pagamento de impostos, temos um ator de papel fundamental, desde que respeitadas as contra-partidas de autonomia (capacidade do Gerente de Projeto de ter acesso às informações e tomada de decisão) e comunicação (acesso aos principais stakeholders).</p>
<p style="text-align: justify;">Um Conselho de Classe (ou o próprio PMI como instituição neutra e com foco na evolução do Gerenciamento de Projetos) também tem um papel importante e crítico nesse posicionamento do Gerente de Projeto. Ser agente de mudança requer que as ações sejam supervisionadas, questionadas e mesmo punidas por uma entidade superior. E isto não é novidade: CREA, OAB, CRM. A busca por padrões, melhorias e oficializações requer governança. Não defendo que a certificação PMP (Project Management Professional, emitida pelo PMI)³ seja o título <em>de facto</em>, mas a credibilidade deve ser construída, mantida e regida por um conjunto comum, assim como a ética e moral da classe que a está representando (que deve refletir os costumes locais e não somente dos Estados Unidos).</p>
<p style="text-align: justify;">Na apresentação expus que a Ética, como conjunto de boas práticas de um Gerente de Projeto, é fundamental e deve ter a sua importância e disseminação elevada quando o ambiente favorece desvios de conduta, impede a transparência das informações e tendem a favorecer grupos específicos. A reação da turma não poderia ter sido melhor. Não foi pena, não foi de agradecimento por estarem em um ambiente parcialmente livre destas preocupações. Foi de interesse e de percepção do poder da diversidade cultural.</p>
<p style="text-align: justify;">O Gerente de Projeto tem como principal função &#8220;fazer a  coisa acontecer&#8221;. Dentro deste simples mote existem várias e diversas atividades que vão do planejamento ao encerramento do projeto. As variáveis que compõe um empreendimento fazem do Gerente de Projeto um equilibrista digno do Cirque du Soleil. E a Ética deve fazer parte disto tudo. ?</p>
<p>&gt;&gt; Comentários  são sempre muito bem vindos.</p>
<p>Referências:</p>
<p>[1]Lista oficial da Transparência Internacionai com os resultados de 2009 (em inglês):<br />
<a href="http://transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2009/cpi_2009_table">http://transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2009/cpi_2009_table</a> <a href="http://www.edutube.org/interactive/corruption-perception-index-cpi-2009-interactive-world-map">http://www.edutube.org/interactive/corruption-perception-index-cpi-2009-interactive-world-map</a> (lista interativa, em inglês)</p>
<p>[2] Código de Ética e Conduta Profissional do Project Management Institute:<br />
<a href="http://www.pmi.org/PDF/ap_pmicodeofethics_POR-Final.pdf">http://www.pmi.org/PDF/ap_pmicodeofethics_POR-Final.pdf</a> (em português)<br />
<a href="http://www.pmi.org/PDF/AP_PMICodeofEthics.pdf">http://www.pmi.org/PDF/AP_PMICodeofEthics.pdf</a> (em inglês)</p>
<p>[3] Certificação PMP – Project Management Professional (em inglês):<br />
<a href="http://www.pmi.org/CareerDevelopment/Pages/AboutCredentialsPMP.aspx">http://www.pmi.org/CareerDevelopment/Pages/AboutCredentialsPMP.aspx</a></p>
<p><em>Artigo publicado originalmente no <a href="http://webinsider.uol.com.br/2010/02/12/gerente-de-projetos-tambem-combate-corrupcao/" target="_self">Webinsider</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O poder da humildade</title>
		<link>http://giazzon.net/2010/01/o-poder-da-humildade/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 21:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser humilde profissionalmente requer um trabalho da paciência e do constante monitoramento das palavras. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;A humildade é o reconhecimento da renúncia de si mesmo.&#8221;<br />
São Padre Pio de Pietrelcina</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Quando você trabalha como consultor, precisa medir a sua postura quando está no cliente. Especificamente, precisa estar atento ao julgamento que faz do dia-a-dia da empresa onde está prestando consultoria. Não precisa aceitar e se adaptar integralmente à cultura da organização, mas é obrigatório que a respeite. Sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">No meu caso, o foco é Gerenciamento de Projetos, Programas e Portfólio. Evidentemente que, à medida que sua credibilidade aumenta, você se envolve com outros assuntos que não aqueles para que foi contratado. É algo muito positivo e demonstra confiança, mas aumenta, também, o risco de você participar de discussões acaloradas sobre assuntos internos à esta organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o tema em questão não for do teu domínio, deixe isso claro. Aproveitar a situação de consultor para expor um falso conhecimento, achando que não será percebido, pode trincar uma confiança já estabelecida. Tampouco discuta com pessoas do quadro ao ponto de provocar uma situação de desconforto. Respeite as diferenças e procure facilitar o entendimento diverso da mesma forma que faria em uma negociação ou resolução de conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser humilde profissionalmente requer um trabalho da paciência e do constante monitoramento das palavras. Não é ser passivo ou não expor o conhecimento e opiniões, mas sim saber que, naquele ambiente, você possui limites e que, se bem trabalhados, podem ser positivos para teu sucesso como consultor.</p>
<p style="text-align: justify;">E saiba reconhecer excessos quando necessário. Saiba pedir desculpas e reconhecer erros. É um atributo muito valorizado hoje em dia. Consultor já carrega um estereótipo de convicção exacerbada. Baixar a guarda alimenta a confiança.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gerenciamento de Projetos no Marketing – Desenvolvimento de Novos Produtos</title>
		<link>http://giazzon.net/2009/06/gerenciamento-de-projetos-no-marketing-%e2%80%93-desenvolvimento-de-novos-produtos/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 21:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento de Novos Produtos]]></category>
		<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[Na literatura encontramos diversas referências à aplicação de boas práticas de Gerenciamento de Projetos às áreas de Tecnologia da Informação e Construção (Civil, Óleo e Gás, etc.), mas a sua aplicação ao Marketing é escasso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-117" title="Desenvolvimento de Novos Produtos" src="http://giazzon.net/wp-content/uploads/2009/06/ilustraart.jpg" alt="ilustraart" width="400" height="80" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Gerenciar um projeto é aplicar boas práticas de planejamento e execução de atividades com um objetivo comum e controlar as variáveis que podem influenciar negativamente ou positivamente o resultado final. Este objetivo comum possui restrições tangíveis – Escopo, Prazo e Custo – e uma restrição intangível – Qualidade. Como ciência, o Gerenciamento de Projetos é universal; pode ser aplicado a qualquer empreendimento que possua um início e fim concretos e cujo resultado final também o seja.</p>
<p style="text-align: justify;">Na literatura encontramos diversas referências à aplicação de boas práticas de Gerenciamento de Projetos às áreas de Tecnologia da Informação e Construção (Civil, Óleo e Gás, etc.), mas a sua aplicação ao Marketing é escasso. O objetivo deste artigo é exemplificar a aplicação deste corpo de conhecimento no Desenvolvimento de Novos Produtos, abrangendo da conceituação ao lançamento comercial. Como resultado final, apresentar uma EAP (Estrutura Analítica do Projeto ou WBS – Work Breakdown Structure) como exemplo prático.</p>
</blockquote>
<p><a href="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayerd.swf?doc=artigogiovannigiazzongerenciamentodeprojetosnomarketing2009-091215110326-phpapp01" rel="shadowbox;width=990;height=580;fullscreen=1">Clique aqui para ler o artigo completo</a> e deixe seu comentário logo a seguir.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Orientação a Projetos: Análise Institucionalizada</title>
		<link>http://giazzon.net/2009/04/orientacao-a-projetos-analise-institucionalizada/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 18:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Giazzon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[O objetivo deste artigo é evidenciar os impactos da falta de conhecimento da Orientação a Projetos nas organizações e descrever as mudanças obtidas com a institucionalização destes conceitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-79 aligncenter" title="Imagem: Máximo Campos Leyba" src="http://giazzon.net/wp-content/uploads/2009/04/equipe.jpg" alt="Máximo Campos Leyba" width="257" height="150" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Esse artigo foi motivado pela observação e constatação de que muitos projetos possuem, em sua equipe, profissionais extremamente capazes mas sem o conhecimento dos conceitos da Orientação a Projetos.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo é evidenciar os impactos desta situação para as organizações e descrever as mudanças obtidas com a institucionalização destes conceitos, tanto na postura quanto na objetividade dos profissionais de TI.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-63"></span><strong>O desempenho dos projetos de TI</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O mercado de tecnologia evoluiu para a orientação a projetos. É uma tendência mundial o fim da exclusividade da mão-de-obra alocada como prestação de serviço. O desenvolvimento de novos produtos em TI segue hoje o caminho adotado há tempos pelas empresas de engenharia &#8211; baseado em projetos. Prazo, custo e qualidade obtiveram o status de objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">O anuário Chaos Report, do Standish Group (http://www.standishgroup.com) &#8211; fonte de referência do desempenho de projetos de TI &#8211; evidencia a taxa de sucesso dos projetos de um respectivo ano e os principais fatores que influenciaram os resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">Consta no Chaos Report de 2004: 29% dos projetos do referido ano foram projetos de sucesso, entregues no tempo e custo previstos com todas as funcionalidades especificadas; 53% entregues com atraso, fora do custo ou funcionalidades previstas; 18% cancelados antes de sua finalização.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda segundo o Chaos Report, a maioria dos projetos falham não por falta de recursos financeiros ou acesso à tecnologia, mas sim por falta de conhecimento em gestão de projetos. E este conhecimento não se aplica somente à figura do Gerente de Projetos, mas a toda equipe.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme relata o relatório de 2004, “Gerência de Projetos não é uma atividade isolada, é um esforço em conjunto. No final, diz respeito a pessoas e processos – em como o trabalho está sendo realizado”. Nos Estados Unidos e na Europa, referem-se à Gerência de Projetos como “os quatro Ps” &#8211; People Performing Perfect Process (em português, Pessoas Executando um Processo Perfeito).</p>
<p style="text-align: justify;">Fica evidenciada a importância de que todos os profissionais possuam o entendimento do que significa ser integrante da equipe de um projeto e o que se espera de cada um. Assim, uma institucionalização dos conceitos da orientação a projetos se torna essencial para a formação de um time capaz do sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A necessidade da institucionalização</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nota-se que o entendimento da orientação a projetos e seus conceitos está concentrado nas áreas gerenciais. As demais, principalmente a área técnica, cometem falhas na postura que esta mudança de foco necessita por causa da falta de entendimento das qualidades de um projeto. Este fato, entretanto, acontece pela não institucionalização destes conceitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um profissional recém-contratado pode possuir os vícios e costumes do mercado em que atuou e, sendo este de prestação de serviço em mão-de-obra alocada ou trabalhos de manutenção, poderá não possuir a mesma objetividade e postura que a empresa orientada a projetos necessita.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperar que esse entendimento seja adquirido durante sua passagem pela empresa é aceitar um risco que pode ser evitado.</p>
<p style="text-align: justify;">Faz-se necessário uma imersão dos profissionais na cultura da orientação a projetos e seus conceitos. Existem diferenças entre esta prática e os serviços tradicionais de manutenção, que poderão ter impacto na postura do profissional e, consequentemente, no desempenho da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">A constante busca do equilíbrio entre prazo e qualidade deve ser um dos objetivos dos profissionais que atuam em projetos.</p>
<p style="text-align: justify;">A conscientização sobre esses valores resultará em retornos positivos para empresa, visto que o entendimento do que se espera do profissional tem relação direta com a sua produtividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Cobranças de desempenho existem para o bem da evolução profissional, mas a forma como são absorvidas interferem em sua motivação. Em um ambiente orientado a projetos, as cobranças por prazo e qualidade fazem parte do dia a dia. Tendo o entendimento da expectativa da empresa em relação ao seu trabalho, o profissional poderá avaliar essas cobranças de forma produtiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Equipe capaz de sucesso</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entender o que está sendo cobrado e a visualização do seu papel no grupo são fatores fundamentais para que o profissional tenha atitudes objetivas. Prazo e qualidade devem ser as bases do trabalho em um ambiente orientado a projetos. É essencial que haja o entendimento desses valores &#8211; o profissional passa a ter uma clara visão da importância de seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é necessário um vasto treinamento para se contornar os problemas da falta de alinhamento estratégico em um projeto. Eventos simples como workshops e palestras são suficientes para prover ao profissional uma visão clara e objetiva dos conceitos de um projeto, as importâncias da tríplice restrição (qualidade, prazo e custo), as expectativas da empresa em relação ao trabalho a ser desempenhado por cada frente de atuação e, essencial, o porquê da organização adotar tal direcionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se ter em mente, entretanto, que algumas características profissionais precisam ser identificadas no momento da contratação, como capacidade de trabalhar em equipe, objetividade e pró-atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas qualidades são pré-requisitos para ingressar na jornada de um projeto. O alinhamento dessas características com a visão das necessidades e objetivos de um projeto (e não o seu produto) constituem a formação de uma equipe capaz de alcançar o sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Publicado originalmente em 29 de abril de 2005 no site <a href="http://www.timaster.com.br/revista/artigos/main_artigo.asp?codigo=1010&amp;pag=2">Revista TI</a></em></p>
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